Ilha
Lapa, 22h.
É sexta feira, noite mais colorida, cheia de desejos e multidões. Happy hours intermináveis, baladas bombando e trocentas barraquinhas barulhentas de bebidas, comidas, e coisas do gênero. Se pode imaginar a variedade de pessoas e suas intenções pelo número supreendente de cabelos levantados, espetados, volumosos e bem cortados. Cheiros da rua suja e perfumes fortes se misturam além do álcool. E numa mesinha no centro de um bar pé-de-chinelo (havaianas, claro), estão eles sem parar de falar. Estes não se usam de gargalhadas estrondosas para rir, não estão a mostrar uma alegria atraente; sorriem sinceramente pelas suaves ironias ou as semelhanças entre as idéias diferentes. Estes não se sentam nas mesas abertas ou ficam de pé, pois não estão a mostrar o look novo, nem se preocupam em balançar as madeixas bem arrumadas; mas sentam-se próximos e olham mais para os gestos e o olhar trocados. Falam, não de suas conquistas financeiras e de como estão bem-sucedidos; mas de como ainda estão no começo de seus caminhos para uma felicidade no altruísmo. Longe de Big Irmãos Bobos, longe da vida de famosos inúteis, se divertem em contar como as pessoas não os entendem.
Estes percorrem quilômetros cansativos, mas páram pra ver uma flor nascida de pedra.
Comments
quem Poderia ser "Estes".
Alguma Pista..?
HeHeHe..
=D